quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Desfazendo amarras...

Ouço uma musica ao longe, blues ou jazz...ou os dois juntos e sinto na alma a névoa de um "soul" cinzento invadindo a todos os recantos dela... da alma...do ser...tudo porque hoje de manhã resolvi soltar algumas amarras que estava me atormentando, sufocando...impedindo-me de ser eu mesma, não gosto de disfarces...de vendas nos olhos...por isso, arranco-as bruscamente,chego a sangrar, mas já passou, o sangue estancou...coagulou e manchou um pouco meu coração ,sim, nao posso mentir...mas parece que enxergo minha mãezinha,no passado distante,assoprando meu dodói e...num passe de mágica, a dor sumia mesmo...um sopro, um soprinho materno e meu sorriso voltava rapidinho...
Desfiz certas amarras, e o ferimento agora está se esvaindo num sopro meu mesmo,afinal, agora já sou adulta, sou mulher e tão madura...e por dentro ,às vezes, que teima em ser juvenil..O amor proprio é a mola propulsora que nos joga pra fora do fundo do poço, do fundo do mar, do rio...e ate dum poça de chuva ...não abdico de mim mesma, nunca, nunquinha...por isso, agora estou respirando mais aliviada..o espelho que devolve minha imagem, devolve agora minha alma tão livre, desamarrada, nobre, solitária...mas muito digna de sua nobreza, de seu desapego e lucidez!!!
Não é fácil desfazer nós, amarras ...ainda mais qdo somos apegados a tantas ideologias, idiossincrasias, dogmas, e tantas baboseiras que nos mesmas implantamos em nossa alma que veio um dia tão pura e livre....vamos, pois, varrer de nossas vidas tudo que nos atravanque ,mesmo que isso sangre nossa alminha...depois, é so soprar que passa...

Um comentário:

Celia disse...

penso assim tb, margaret ...
temos que ir fundo, deixar sangrar p/ se renovar ,bjs